A precificação é uma das decisões mais importantes dentro de um e-commerce. Afinal, pequenos ajustes no preço podem gerar impactos significativos na margem de lucro, no faturamento e até mesmo na sustentabilidade da operação.No entanto, muitos lojistas ainda definem preços “no olho”, observando apenas os concorrentes e reduzindo alguns reais para tentar vender mais. Como consequência, a margem tende a diminuir gradativamente, enquanto o lucro fica muito abaixo do esperado.
Neste artigo, você vai entender como calcular preços corretamente no e-commerce considerando custos reais, impostos, comissões, investimentos em marketing e margem líquida.
O Erro Mais Comum na Precificação
Muitos lojistas fazem uma conta simples:
- Produto custa R$50
- Venda por R$100
- “Lucro” de R$50
À primeira vista, esse cálculo parece correto. Porém, na prática, ele quase nunca representa o lucro real da operação.
Isso acontece porque existem diversos custos invisíveis que reduzem drasticamente a rentabilidade da venda. Além disso, muitas despesas operacionais acabam sendo ignoradas durante a formação do preço.
Exemplo de custos reais
- Produto: R$50
- Comissão do marketplace: R$10
- Frete: R$5
- Embalagem: R$2
- Devoluções: R$2,50
- Publicidade: R$8
- Impostos: R$12
- Taxa do cartão: R$2,50
- Custos administrativos: R$3
Total de custos: R$95,50
Ou seja, uma venda aparentemente lucrativa pode gerar um lucro muito baixo ou até mesmo prejuízo sem que o lojista perceba. Por isso, analisar todos os custos envolvidos é fundamental para garantir uma operação sustentável.
Fórmula Correta de Precificação
Para evitar esse problema, uma precificação saudável deve considerar:
- Custo do produto
- Impostos
- Publicidade
- Comissões
- Margem líquida desejada
Dessa forma, o preço final será capaz de sustentar a operação e manter a lucratividade desejada.
Exemplo prático
- Produto: R$50
- Frete + embalagem: R$7
- Impostos: 12%
- Comissão marketplace: 10%
- Publicidade: 8%
- Margem líquida desejada: 15%
Nesse caso, o cálculo demonstra que o preço de venda precisa ser superior ao valor que muitos lojistas normalmente praticam. Assim, torna-se possível preservar a margem líquida e evitar perdas financeiras ao longo do tempo.
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